Nem todos iniciam a sua carreira como formadores por vontade própria, assim como nem todos têm as mesmas capacidades para leccionar, este modelo é uma forma para poder auxiliar quem tem de cumprir esta tarefa. Permite munir o formador com um conjunto de ferramentas que lhe permitem colmatar a sua falta de experiencia ou “capacidade” de leccionar.
Como já foi referido por camaradas nossos, este processo tem de ser flexível e poder adaptar-se, quer aos formandos quer as matérias que terão de ser ministradas. Estive ligado a instrução de pilotagem durante 10 anos, fui instrutor de académicas, simulador e de voo. O que deu para entender foi que não existe um modelo rígido de transmissão de conhecimentos e como diz o provérbio árabe “Levar o cavalo até à água é fácil, difícil é obrigá-lo a beber!”, acreditem que é verdade…
Devemos pautar a nossa formação mediante o publico alvo a que se destina essa acção. Mesmo durante o processo de formação poderemos sentir necessidade de ajustar a forma como estamos a efectuar a formação pois o “feedback” é para ambos os lados, formando ou formador. Por muito que se possa aplicar o modelo Gagne se não houver sensibilização por parte do formador para verificar que a informação que está transmitir é da forma mais correcta, todo o processo de formação pode estar comprometido.
Assim como o papel do formador é importante, não menos é o papel de formando pois este pode condicionar todo o processo, a forma como encara a acção de formação pode condicionar todo o seu processo de aprendizagem.
Concordo com todos os pontos do modelo de Gagne (e como foi comentado por outro camarada, já o aplicava inconscientemente) pois parecem ser aqueles necessários para permitirem que a informação seja transmitida aos formandos por um lado e por outro lado, o formador verifica e valida a informação transmitida com o “feedback” e a avaliação.
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