terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

INTERGRAÇÃO DOS CET NA FAP

A Força Aérea Portuguesa (FAP), como Instituição, tem todo o interesse em conseguir implementar os Cursos de Especialização Tecnológica (CET). O que valoriza uma organização é a qualidade dos seus recursos, quer materiais, quer humanos (“as pessoas”). Na minha opinião o que nos poderá valorizar mais serão os nossos recursos humanos (cada vez mais parcos) apostando na sua qualificação e formação, pois só assim o produto final será de qualidade, o cumprimento da missão “sem reparo” de uma forma eficaz, e acima de tudo, de uma forma eficiente.
Os CET são cursos pós-secundários não superiores que visam a aquisição do nível IV de formação profissional[1], tendo sido regulamentados pelo Decreto-Lei n.º88/2006 de 23 de Maio. O objectivo destes cursos é permitirem a quem os frequenta a obtenção de uma qualificação profissional, com a vantagem de dar a oportunidade para o quem desejar, o prosseguimento dos estudos. Estes apresentam três componentes de formação que são a Sociocultural, a Científico-Tecnológica e no Contexto de Trabalho.
O nível IV de formação profissional caracteriza-se por ser uma formação técnica de alto nível, com conhecimentos e capacidades que pertencem a um nível superior, sem no entanto possuir domínio dos fundamentos científicos, permitindo a um individuo desempenhar a sua função de uma forma mais ou menos autónoma.
A FAP, através da Direcção de Instrução (DINST), em conjugação com a Academia da Força Aérea (AFA), o Instituto de Altos Estudos da Força Aérea[2] (IAEFA) e o Centro de Formação Militar e Tecnológica da Força Aérea (CFMTFA) tem todo o interesse em desenvolver esta temática. A FAP sempre ministrou variadíssimos cursos, na formação do seu pessoal, que sempre tiveram reconhecimento no mercado de trabalho externo. A FAP neste momento tem grandes dificuldades em afirmar a sua qualidade de ensino, pois não acompanhou a evolução verificada na sociedade civil. Verifica-se no entanto alguns casos pontuais de reconhecimento externo na nossa formação, muitas vezes devido à “carolice” e esforço de certos indivíduos, julgo que não deveria ser assim.
Como se pode depreender este tipo de cursos tem mais razão de existir no CFMTFA, no entanto como podem permitir uma continuação dos estudos, deveriam ser planeados em conjugação com os outros órgãos de ensino superior, quer militar, quer civil. Através de uma análise cuidada dos nossos cursos (não esquecer que somos um ramo das forças armadas e como tal com especificações próprias) poderíamos efectuar uma formação que correspondesse aos requisitos exigidos no CET (não será mais do que uma reestruturação curricular) de forma a todos os nossos formandos obtenham um Diploma de Especialização Tecnológica (DET) e a formação profissional de nível IV, de preferência um CET que de acesso a um Certificado de Aptidão Profissional (CAP).
Creio que a implementação dos CET só trará vantagens para FAP pois dessa forma permite que os nossos recursos humanos (os mais valiosos) estejam “mais qualificados” e permite uma evolução quantitativa global da nossa Instituição.
[1] Desição nº 85/368/CEE, do Conselho, de 16 de Julho, publicada no Jornal Oficial das Comunidades Europeias, n.º L 199, de 31 de Julho de 1985
[2] Neste momento “creio” que já esta em “phase out” estando dependente do Instituto Ensino Superior Militar (IESM).

[1] Desição nº 85/368/CEE, do Conselho, de 16 de Julho, publicada no Jornal Oficial das Comunidades Europeias, n.º L 199, de 31 de Julho de 1985
[1] Neste momento “creio” que já esta em “phase out” estando dependente do Instituto Ensino Superior Militar (IESM).

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