terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Actividades pedagógicas online Fórum

Tema:
A missão da Esquadra 504 na Força Aérea Portuguesa.
Objectivos:
Identificar a missão da Esquadra 504.
Público-alvo:
Os alunos pertencentes ao Curso de Refrescamento Pedagógico de Formadores 01/09.
Técnicas:
-“One-online Technique” através da consulta de documentos online;
-“Many-to-many Techniques”, através da criação de um Fórum.
Materiais didácticos:
Consulta de Sites:
http://www.emfa.pt/
Revista “Mais Alto”
Documentos (.pdf)
Fórum online criado para partilhar informação:
Esquadra 504_Linces
Cronograma:
Dia 1 Leitura da informação disponibilizada.
Dia 2 Abertura do Fórum e identificação da missão da Esquadra 504.
Dia 3 Finalização do Fórum e comentários finais.
Instruções:
Após leitura dos documentos elaborar um pequeno texto de dois parágrafos onde definam a missão da Esquadra 504;
Deverá ser entregue até as 17:00 do dia 2.

Estratégia de um Formador

Creio que a estratégia que um formador on-line deverá criar será uma que permita uma participação constante dos formandos, mas com pouco tempo/atenção requerida.
Creio que se a formação on-line for muito extensiva ou complicada poderá levar os formandos a desmotivar ou mesmo a desinteressarem-se sobre esta (o nivel de atenção baixa com o tempo). A acção de formação deverá ser com objectivos/tarefas relativamente simples e temporalmente não muito prolongados. Se o objectivo pretendido for complexo, este deverá ser dividido em tarefas mais simples de modo que após o completar de todas as tarefas o objectivo “complexo” seja atingido, isto é, mais tempo para formação on-line…

Caracteristica Pessoal de um Formador

Creio que a característica pessoal que um formador on-line deverá possuir é a paciência.
O ambiente on-line, julgo eu, é inexpressivo, logo o formador apenas deverá ter paciência para poder verificar a evolução do seu formando mediante os objectivos traçados.
Explicando o “inexpressivo”, além das palavras (neste caso letras) existe sempre outra informação subjacente e inconsciente que não se pode verificar on-line, que é a reacção das pessoas. Isto é, o que escrevo pode não ser aquilo que efectivamente queria dizer.

Competência Técnica/Pedagógica de um Formador

Creio que a competência técnica/pedagógica que um formador on-line deverá possuir é sem sombra de dúvidas a do uso das novas tecnologias (pois parto do principio que a competência sobre a matéria sobre a qual dá formação já existe).
Deverá ser possuir conhecimentos suficientes que lhe permitam solucionar qualquer problema que surja durante a acção de formação, assim como a informação que disponibilizar aos seus formandos seja acessível através do uso de qualquer plataforma informática (software…).

Psicologia de Aprendizagem Modulo 2

Nem todos iniciam a sua carreira como formadores por vontade própria, assim como nem todos têm as mesmas capacidades para leccionar, este modelo é uma forma para poder auxiliar quem tem de cumprir esta tarefa. Permite munir o formador com um conjunto de ferramentas que lhe permitem colmatar a sua falta de experiencia ou “capacidade” de leccionar.
Como já foi referido por camaradas nossos, este processo tem de ser flexível e poder adaptar-se, quer aos formandos quer as matérias que terão de ser ministradas. Estive ligado a instrução de pilotagem durante 10 anos, fui instrutor de académicas, simulador e de voo. O que deu para entender foi que não existe um modelo rígido de transmissão de conhecimentos e como diz o provérbio árabe “Levar o cavalo até à água é fácil, difícil é obrigá-lo a beber!”, acreditem que é verdade…
Devemos pautar a nossa formação mediante o publico alvo a que se destina essa acção. Mesmo durante o processo de formação poderemos sentir necessidade de ajustar a forma como estamos a efectuar a formação pois o “feedback” é para ambos os lados, formando ou formador. Por muito que se possa aplicar o modelo Gagne se não houver sensibilização por parte do formador para verificar que a informação que está transmitir é da forma mais correcta, todo o processo de formação pode estar comprometido.
Assim como o papel do formador é importante, não menos é o papel de formando pois este pode condicionar todo o processo, a forma como encara a acção de formação pode condicionar todo o seu processo de aprendizagem.
Concordo com todos os pontos do modelo de Gagne (e como foi comentado por outro camarada, já o aplicava inconscientemente) pois parecem ser aqueles necessários para permitirem que a informação seja transmitida aos formandos por um lado e por outro lado, o formador verifica e valida a informação transmitida com o “feedback” e a avaliação.

Psicologia de Aprendizagem Modulo 1

É interessante verificar, com a leitura dos documentos de pesquisa para esta tarefa, as diferentes fases que passamos durante a nossa aprendizagem até à vida adulta. Consegui reviver as diferenças entre o que se sente ao ser ensinado de uma forma pedagógica ou andragógica.
Focando-me agora na tarefa, o último curso que frequentei, foi o “Initial Training Course Falcon 50”, a parte mais interessante é que tive as duas formas de ensinar. O curso estava dividido em duas partes, a parte teórica extremamente pesada e concisa e a parte prática com o simulador, mais apelativo.
Sempre que se inicia o voo numa diferente aeronave somos sujeitos a toda uma nova gama de informação teórica sobre esse novo sistema. Essa informação vai desde a apresentação exterior da aeronave (medidas) até aos gráficos de performance para operação, passando pelas situações de emergência e todas as “luzinhas”, avisos, notas e perigos que possam acontecer, no chão ou em voo. Normalmente, este tipo de informação é leccionada em três semanas, conseguiram transmitir toda a informação em sete dias (não úteis, mas sim seguidos), mas mesmo assim ainda conseguiram respeitar alguns pontos do modelo de Gagne.
A segunda parte, mais interessante pois é mais prática, foi composta por sete simuladores de voo que permitem um contacto com a aeronave e com a informação anteriormente transmitida. Aqui de uma forma mais faseada foi sendo introduzida mais complexidade ao voo, nomeadamente as emergências e a operação em condições extremas. Aqui sempre é mais fácil para quem tem experiencia de voo adaptar-se melhor, pois consegue separar melhor a informação e concentrar-se no que é mais importante, obtendo desta forma uma melhor formação.
Posso afirmar que a parte menos interessante do curso foi a fase inicial, em que de uma forma impiedosa “despejarem” vários livros de informação, contrastando com a segunda parte mais bem estruturada e construtiva. Esta permitiu cimentar os conhecimentos transmitidos na fase inicial, pois foram aplicados em situações simuladas muito próximas da realidade.

INTERGRAÇÃO DOS CET NA FAP

A Força Aérea Portuguesa (FAP), como Instituição, tem todo o interesse em conseguir implementar os Cursos de Especialização Tecnológica (CET). O que valoriza uma organização é a qualidade dos seus recursos, quer materiais, quer humanos (“as pessoas”). Na minha opinião o que nos poderá valorizar mais serão os nossos recursos humanos (cada vez mais parcos) apostando na sua qualificação e formação, pois só assim o produto final será de qualidade, o cumprimento da missão “sem reparo” de uma forma eficaz, e acima de tudo, de uma forma eficiente.
Os CET são cursos pós-secundários não superiores que visam a aquisição do nível IV de formação profissional[1], tendo sido regulamentados pelo Decreto-Lei n.º88/2006 de 23 de Maio. O objectivo destes cursos é permitirem a quem os frequenta a obtenção de uma qualificação profissional, com a vantagem de dar a oportunidade para o quem desejar, o prosseguimento dos estudos. Estes apresentam três componentes de formação que são a Sociocultural, a Científico-Tecnológica e no Contexto de Trabalho.
O nível IV de formação profissional caracteriza-se por ser uma formação técnica de alto nível, com conhecimentos e capacidades que pertencem a um nível superior, sem no entanto possuir domínio dos fundamentos científicos, permitindo a um individuo desempenhar a sua função de uma forma mais ou menos autónoma.
A FAP, através da Direcção de Instrução (DINST), em conjugação com a Academia da Força Aérea (AFA), o Instituto de Altos Estudos da Força Aérea[2] (IAEFA) e o Centro de Formação Militar e Tecnológica da Força Aérea (CFMTFA) tem todo o interesse em desenvolver esta temática. A FAP sempre ministrou variadíssimos cursos, na formação do seu pessoal, que sempre tiveram reconhecimento no mercado de trabalho externo. A FAP neste momento tem grandes dificuldades em afirmar a sua qualidade de ensino, pois não acompanhou a evolução verificada na sociedade civil. Verifica-se no entanto alguns casos pontuais de reconhecimento externo na nossa formação, muitas vezes devido à “carolice” e esforço de certos indivíduos, julgo que não deveria ser assim.
Como se pode depreender este tipo de cursos tem mais razão de existir no CFMTFA, no entanto como podem permitir uma continuação dos estudos, deveriam ser planeados em conjugação com os outros órgãos de ensino superior, quer militar, quer civil. Através de uma análise cuidada dos nossos cursos (não esquecer que somos um ramo das forças armadas e como tal com especificações próprias) poderíamos efectuar uma formação que correspondesse aos requisitos exigidos no CET (não será mais do que uma reestruturação curricular) de forma a todos os nossos formandos obtenham um Diploma de Especialização Tecnológica (DET) e a formação profissional de nível IV, de preferência um CET que de acesso a um Certificado de Aptidão Profissional (CAP).
Creio que a implementação dos CET só trará vantagens para FAP pois dessa forma permite que os nossos recursos humanos (os mais valiosos) estejam “mais qualificados” e permite uma evolução quantitativa global da nossa Instituição.
[1] Desição nº 85/368/CEE, do Conselho, de 16 de Julho, publicada no Jornal Oficial das Comunidades Europeias, n.º L 199, de 31 de Julho de 1985
[2] Neste momento “creio” que já esta em “phase out” estando dependente do Instituto Ensino Superior Militar (IESM).

[1] Desição nº 85/368/CEE, do Conselho, de 16 de Julho, publicada no Jornal Oficial das Comunidades Europeias, n.º L 199, de 31 de Julho de 1985
[1] Neste momento “creio” que já esta em “phase out” estando dependente do Instituto Ensino Superior Militar (IESM).

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